miércoles, 25 de abril de 2012

Aparecida: bispos brasileiros reunidos põem afrodescendentes em pauta


No encerramento da 50ª Assembleia Geral, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) apresentou uma mensagem de orientação a todos seus fiéis para orientá-los no exercício da cidadania nas próximas eleições municipais.

Em sintonia com este momento importante para o país, assim os bispos são chamados a dar uma palavra que “ilumine e ajude” as comunidades eclesiais e todos os eleitores, chamados a exercer um de seus mais expressivos deveres de cidadão, que é o voto livre e consciente. 
 
As eleições municipais têm uma característica  própria em relação às demais por colocar em disputa os projetos que discutem sobre os problemas mais próximos do povo: educação, saúde, segurança, trabalho, transporte, moradia, ecologia e lazer.

“Trata-se de um processo eleitoral com mais participação da população porque os candidatos são mais visíveis no cotidiano da vida dos eleitores”, destaca a nota.

Desde modo, a Igreja Católica no Brasil orienta para que seus fiéis estejam atentos aos valores que definem o perfil de seus candidatos.

“Estes devem ter seu histórico de coerência de vida e discurso político referendados pela honestidade, competência, transparência e vontade de servir ao bem comum. Os valores éticos devem ser o farol a orientar os eleitores, em contínuo diálogo entre o poder local e suas comunidades”, reforça a CNBB.

Dom Damasceno espera que os políticos cumpram seu cargo recebido através de um gesto de confiança de seus eleitores, com responsabilidade e a serviço da comunidade.

“A política é uma das forças mais sublimes do exercício da caridade, do amor. O político verdadeiro é aquele que se coloca 24 horas por dia a serviço do bem do país, não aquele que faz da política um meio de se enriquecer, de apenas atender o interesse de seus grupos, exercendo uma política fisiológica e corporativista, mas aquele que pensa no bem da sociedade, especialmente dos mais pobres e necessitados”, reforça Dom Damasceno.

O episcopado brasileiro recordou ainda o importante instrumento contra a corrupção que foi a aprovação da Lei da Ficha Limpa, um passo importante para “colocar fim à corrupção, que ainda envergonha o nosso país”.

“Há um desejo de toda a população de que a Ficha Limpa não seja aplicada só aos políticos, só aos candidatos a prefeito e vereador, mas todos aqueles que vão ocupar um cargo. O bom prefeito, bom vereador deve escolher também colaboradores competentes, honestos, capazes de ajudá-lo no exercício de sua função”, esclarece ainda Dom Damasceno.

 (Traducción automática al español en http://is.gd/lQd9pd)



lunes, 23 de abril de 2012

Chocó: ¡Bojayá, diez años después!



Programación General a desarrollarse en Bellavista

Día 30 de abril

1.  Llegada de las comunidades4:00 pm

Todas las delegaciones harán sus recorridos simulando un Atratiando – Caravana con la participación lo más amplia posible.

2.   Cena5:30 pm

3.  ENCUENTRO: ¡BOJAYÁ DIEZ AÑOS DESPUES!

7:00 pm

Palabras de bienvenida

Palabras del Alcalde

Presentación de las delegaciones

Ponencia central

Distribución de materiales


Día 1 de mayo
 
1.  Desayuno

7:00 am

2.  Discusión sobre la ponencia central

8:00 am

3.  Perfeccionamiento del Documento

10:00 am

4.  Definición de la estrategia para la concertación

11:00 am

5.  Presentación y entrega de libros

12:00 m

6.  Almuerzo

12:30 pm

7.  Concertación Gobiernos Locales, Regional y Nacional

1:30 pm

8.  Firma de Acuerdos y Compromisos

4:00 pm


Día 2 de mayo de 2012

9.  Marcha en Bellavista Nuevo

8:00 am

10.  Recorrido por el Atrato

9:00 am

11.  Eucaristía en bellavista Viejo y declaratoria de santuario

10:00 am

12.  Almuerzo

1:00 pm

13.  Obras de teatro

4:00pm

14.  Cena

5:30 pm

15.  Vigilia y Cine Foro Bojayá 10 años

6:30 pm

Se sale desde el cementerio en procesión y nos congregamos en la iglesia donde estaremos con cantos de alabaos e intercalados con los videos.


Día 3 de Mayo de 2012

16.  Desayuno

8:00 am

17.  Salida de las delegaciones

9:00 am en adelante.


Programación General a desarrollarse en Quibdó

1.  Eucaristía: Parroquia de Fátima

8:00 a.m

2.  Marcha hacia la capilla de la memoria (Convento Diocesano)

9:00 a.m

3.  Apertura de la exposición Velorios y Santos Vivos (Convento)

9:30 a.m

4.  Plantón por la vida, la dignidad y la esperanza

10:00 a.m

5.  Repique de campanas en todos los Templos Parroquiales de la Diócesis de Quibdó

12:00 m


 
ASOCIACIÓN DOS DE MAYO (ADOM)
COMITÉ DOS DE MAYO









Fuente: http://bojayaunadecada.org/2012/04/21/la-cita-del-1-y-2-de-mayo-en-bellavista/

AfroAmérica: Ritos fúnebres de origen africano en la Costa Pacífica Colombiana

Universidad Nacional Autónoma de México,
Centro de Investigaciones sobre América Latina y el Caribe,
Sociedad de Estudios Culturales Nuestra América.

Proyecto PAPIIT IN-402610 Estudios Afroamericanos:
“Aportes Africanos a las Culturas de Nuestra América”

INVITAN AL

Seminario Permanente Afroamérica:
“Los aportes africanos a las culturas de Nuestra América”

Presenta:


 
“Ritos fúnebres de origen africano en la Costa Pacífica Colombiana”



Jueves, abril 26 de 2012
5:00 pm - 7:00 pm
Auditorio Leopoldo Zea
Piso 3 de la Torre II de Humanidades
Ciudad Universitaria, México


Con la participación de:

Mtra. Nhorma Ortiz Perea (UNAM, Colombia)


Para ver el abstract de esta ponencia da clic aquí
Para su sesión, Nhorma Ortiz pidió escuchar con atención de la canción "Catiá catiadora"; para ver la letra dé clic aquí

Bispos do Brasil divulgam nota em defesa dos povos indígenas, quilombolas e populações tradicionais



Os bispos reunidos na 50ª Assembleia Geral (AG) em Aparecida (SP) divulgaram nesta terça-feira uma nota em defesa dos territórios e dos direitos dos povos indígenas, quilombolas, pescadores artesanais e demais populações tradicionais.

Diz a nota “Sem a garantia do acesso à terra, elemento base da cultura e da economia dessas populações, elas continuarão a sofrer opressão, marginalização, exclusão e expulsão, promovidas por empresas depredadoras, pelo turismo, a especulação imobiliária, o agronegócio e pelos projetos governamentais, como as grandes barragens, que têm invadido áreas cultivadas, alterando o ciclo da vida dos rios e provocando o despovoamento de suas margens”.

Os bispos lamentam o adiamento das demarcações e a exploração das terras dos povos tradicionais. Na nota, eles chamam a atenção para as condições do povo Guarani-Kaiwá, no Mato grosso do Sul, que estão vivendo “um verdadeiro genocídio”.

Em relação aos povos quilombolas, os bispos denunciam a morosidade no reconhecimento dos territórios. Para o presidente da Comissão Pastoral da Terra (CPT), dom Enemézio Lazzaris, o que mais tem preocupado a CNBB não é somente a demarcação das terras, mas a reintegração daquelas ocupadas indevidamente. “Nós precisamos da demarcação mas também do reconhecimento das terras que já pertencem aos índios e aos quilombolas”.

Dom Enemézio explicou que no Pará, Maranhão, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, são mais 50 dioceses com comunidades indígena. “Nesses locais temos uma corrida pela terra, se passa por cima de seus ocupantes, para que ela seja usada para o lucro, sem se levar em conta o meio ambiente e sem se respeitar as comunidades que ali sempre habitaram”.

Segue a nota:

Em defesa dos territórios e dos direitos dos povos indígenas, quilombolas, pescadores artesanais e demais populações tradicionais

Nós, Bispos do Brasil, reunidos na 50ª Assembleia Geral, reafirmamos nosso compromisso com os povos indígenas, quilombolas, pescadores artesanais e demais populações tradicionais, pelo fortalecimento de suas identidades e organizações próprias, na defesa dos seus territórios, na educação intercultural bilingue dos povos indígenas e na defesa de seus direitos.  “A partir dos princípios do Evangelho, apoiamos a denúncia de atitudes contrárias à vida plena em nossos povos de origem e nos comprometemos a prosseguir na obra da evangelização (...), assim como a procurar as aprendizagens educativas e de trabalho com as transformações culturais que isso implica” (cf. DAp 530).

A Constituição Federal de 1988, ao confirmar o direito territorial dos povos indígenas e das comunidades quilombolas, bem como dos pescadores artesanais e outras populações tradicionais, representou muito mais do que a necessária reparação do erro histórico da apropriação de suas terras e da escravidão. É o reconhecimento da sociedade brasileira de que para esses povos a terra e a água são um bem sagrado, que vai além da mera produção para sobrevivência, não se reduzindo à simples mercadoria. É patrimônio coletivo de todo um povo, de seus usos e costumes, assim como a apropriação dos seus frutos.

Ao Governo Federal, cabe o dever constitucional de reconhecer, demarcar, homologar e titular os territórios indígenas, quilombolas e das demais populações tradicionais, ressarcindo seus direitos, passo fundamental e determinante para garantir sua sobrevivência.

Sem a garantia de acesso à terra, elemento base da cultura e da economia dessas populações, elas continuarão a sofrer opressão, marginalização, exclusão e expulsão, promovidas por empresas depredadoras, pelo turismo, a especulação imobiliária, o agronegócio e pelos projetos governamentais, como as grandes barragens, que têm invadido áreas  cultivadas, alterando o ciclo de vida dos rios e provocando o despovoamento de suas margens.

Lamentamos profundamente o adiamento dos procedimentos administrativos de demarcação, a invasão e a exploração das terras dos povos tradicionais. Chamamos especial atenção para as condições de confinamento e os assassinatos que vitimam o povo Guarani-Kaiowá, no Mato Grosso do Sul. Um verdadeiro genocídio está em curso, maculando a imagem de nosso País como defensor dos direitos humanos.

Repudiamos, de modo veemente, o ataque desferido pela bancada ruralista e outros segmentos do Congresso Nacional aos direitos dos povos indígenas, consignados em nossa Carta Magna, através de proposta de emenda constitucional, a PEC 215/2000.

Em relação às comunidades quilombolas, preocupa-nos a morosidade no reconhecimento dos seus territórios. Rejeitamos a sórdida estratégia de questionar a constitucionalidade do processo de titulação de suas terras, de modo a impedir os trâmites legais que atendam aos seus legítimos anseios.

Conclamamos o Governo brasileiro ao cumprimento da Constituição Federal e dos instrumentos internacionais dos quais o Brasil é signatário, especialmente a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho – OIT; à proteção dos direitos dos indígenas, quilombolas, pescadores artesanais e das demais populações tradicionais, como forma de pagamento da dívida histórica que o Brasil tem com esses povos, demarcando e homologando os seus territórios, impedindo sua invasão, em defesa dos mais pobres e vulneráveis em nosso País.

Sob a proteção de Maria, a quem invocamos como Rainha e Padroeira, Nossa Senhora Aparecida, confiamos a proteção do nosso povo que constrói, na fé e esperança, um Brasil verdadeiramente para todos.

Aparecida – SP, 23 de abril de 2012


Raymundo Cardeal Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida
Presidente da CNBB

Dom José Belisário da Silva
Arcebispo de São Luís do Maranhão – MA
Vice-presidente da CNBB

Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília - DF
Secretário Geral da CNBB






viernes, 20 de abril de 2012

Religiões afro: Governo lança cartilha e catálogo / Religiones afro: Gobierno brasileño lanza folleto y catálogo


Proposta é transformar produtos em material pedagógico
 
Déda exibe a cartilha ao lado da ministra (Foto: Marcos Rodrigues / ASN)

Nesta sexta-feira, 20, o Governo lançou o catálogo Religiões de Matriz Africana em Sergipe e a Cartilha Pedagógica das Religiosidades de Matriz Africana e da Promoção da Igualdade Racial. O evento aconteceu no auditório da Associação dos Engenheiros Agrônomos de Sergipe (Aease) e contou com a participação da ministra de Estado Chefe da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Luíza Helena de Bairros, do governador governador Marcelo Déda, do secretário de Estado dos Direitos Humanos e da Cidadania, Luiz Eduardo Oliva, idealizador dos produtos, além de ialorixás, babalorixás, afrodescentes e simpatizantes da cultura afro.

O catálogo é um pré-mapeamento dos terreiros de candomblé e de umbanda do Estado, lançado com o objetivo de ajudará a identificar onde estão esses terreiros, para que a história e a identidade das religiões de matriz africana fiquem na memória do povo sergipano.

A cartilha e o catálogo são frutos de um trabalho de pesquisa realizado pelo cantor e compositor sergipano Jorge Ducci, da Banda Sulanka, iniciado no ano de 2004. Neste período, o músico pesquisou e fotografou 34 casas de candomblés em Sergipe, nas matrizes Angola, Keto, Umbanda e Nagô. O trabalho culmina também com a produção de um novo trabalho musical de Ducci: o CD Xirê, que deverá ser lançado ainda este ano. O disco contém 16 músicas que retratam os orixás cultuados no país e foram criadas a partir das lendas e dos ritmos relacionados à religiosidade africana.

Jorge Ducci é autor das fotos do catálogo (Foto: Cássia Santana / Portal Infonet)

Preconceito

O governador Marcelo Déda reconhece a existência do preconceito em todo Brasil. “Preconceito que algumas vezes não se explicitam, mas que ferem profundamente àqueles que são vítimas deles”, ressaltou, em conversa com os jornalistas.

"Há preconceitos raciais e ao direito das pessoas de exercerem a sua liberdade de religião, especialmente as religiões afrodescendentes. Portanto, discutir a discriminação racial, os direitos fundamentais das pessoas e grupos humanos, construir normas, atitudes e legislações que possam romper os últimos grilhões é uma obrigação do Estado e é um dever da sociedade. Então, Sergipe colabora quando, em parceria com o Governo Federal, lança uma cartilha e catálogo que enaltece as religiões de matizes africanas", ressaltou.

Luís Eduardo mostra cartilha à ministra (Foto: Cássia Santana/Portal Infonet)

A ministra Luíza Helena de Bairros observou que hoje existem as condições de promover, através de ações governamentais, a inclusão das pessoas negras. “O Brasil vive hoje sobre a égide do Estatuto da Igualdade Racial, que prevê como obrigação para o setor público a adoção de várias medidas afirmativas em todas as áreas da vida social. Temos instrumentos, o que falta é a escolha política dos governantes”, analisou.

Sobre a cartilha, ela enfatizou que o material contribui com uma nova mentalidade da sociedade. "Esse é um aspecto do nosso trabalho, que é a formação de novas mentalidades, a partir de conhecimento que são gerados levando em conta e valorizando a experiência negra no Brasil".

Para o secretário de Estado dos Direitos Humanos e da Cidadania, Luiz Eduardo Oliva, o lançamento da cartilha e do catálogo representa um momento importante para a política estadual de promoção da igualdade racial do Estado e mais particularmente para a secretaria. “São políticas afirmativas que levam a uma maior conscientização da necessidade de permanente combate ao racismo, à discriminação, avançando sempre na promoção da igualdade racial”, pontuou.

A ialorixá Lígia Borges falou da importância do lançamento da cartilha e do catálogo. "Esse é um momento ímpar, histórico para Sergipe. Quando desenvolvemos esse material, pensamos nas escolas e em sua aplicabilidade entre os estudantes, a fim de tirar o preconceito desde cedo, e assim, as pessoas enxergar a contribuição da população africana no Brasil".

Com informações da Agência Sergipe de Notícias





Religiones afro: Gobierno brasileño lanza folleto y catálogo

La propuesta es transformar los productos en materiales de enseñanza.

Deda aparece junto a la ministra (Foto: Marcos Rodrigues / ASN)

El viernes 20, el gobierno brasileño puso en marcha el catálogo Religiones de matriz africana en Sergipe y la cartilla Pedagógica de la Religiosidad de Matriz Africana y de Promoción de la Igualdad Racial.  El evento se llevó a cabo en el auditorio de la Asociación de Ingenieros Agrícolas de Sergipe (Aease) y contó con la presencia del Ministro de Estado Jefe de la Secretaría de Políticas de Promoción de la Igualdad Racial, Luiza Helena Barrio, del gobernador Marcelo Deda, del secretario de Estado Derechos Humanos y Ciudadanía, Luiz Eduardo Oliva, fundador de los productos, además de ialorixás, babalorixás, afrodescendientes y simpatizantes de la cultura africana.

Jorge Ducci es el autor de las fotos de catálogo (Foto: Cassia Santana / Infonet Portal)

El catálogo es un pre-mapeo de los terreiros de Candomblé y Umbanda del Estado, lanzado con el fin de ayudar a identificar dónde están estos terreiros, para que la historia y la identidad de las religiones de matriz africana permaneca en la memoria del pueblo sergipano.

La cartilla tiene una función pedagógica y ayuda a reforzar la Ley Federal 10639 de 2003, que obliga a las escuelas públicas a poner en práctica el curso 'Historia de África y cultura afro-brasileña'.  De este modo, el folleto servirá como herramienta de enseñanza en las escuelas, la fundación educativa para los niños y se pueda la trabajar en lo que se refiere a la igualdad racial y el respeto a la diversidad.

El folleto y el catálogo son el resultado de una investigación llevada a cabo por el cantautor sergipano Jorge Ducci, de Banda Sulanka, que se inició en 2004.  Durante este período, el músico ha investigado y fotografiado 34 casas de Candomblé en Sergipe, de las matrices de Angola, Keto, Nagó y Umbanda.  El documento también culmina con la producción de una nueva obra musical de Ducci: el CD Xirê, que será lanzado a finales de este año.  El disco contiene 16 canciones que representan las deidades adoradas en el país y fueron creados a partir de las leyendas y los ritmos relacionados con la religiosidad africana.

Prejuicio

El Gobernador Marcelo Deda reconoce la existencia de prejuicios en todo Brasil.  "Los prejuicios a veces no se hacen explícitos, pero hieren profundamente a quienes son víctimas de ellos", dijo.

"Hay prejuicios raciales y al derecho del pueblo a ejercer su libertad de religión, en particular las religiones afrodescendientes.  Por lo tanto, hablar de la discriminación racial, los derechos fundamentales de las personas y grupos, la creación de normas, leyes y actitudes que pueden romper las últimas cadenas, es una obligación del Estado y un deber de la sociedad.  Así que cuando Sergipe trabaja en colaboración con el Gobierno Federal, lanzó un folleto y un catálogo que ensalza las religiones de matriz africana", dijo.

Luis Eduardo muestra la cartilla a la ministra (Foto: Cassia Santana / Infonet Portal)

La ministra Luiza Helena Barrio señaló que hoy en día existen las condiciones para promover, a través de la acción del gobierno, la inclusión de personas de raza negra.  "Brasil está viviendo ahora en el marco del Estatuto de Igualdad Racial, que establece la obligación para el sector público de la adopción de distintas acciones afirmativas en todos los ámbitos de la vida social.  Tenemos los instrumentos, lo que falta es la opción política de los gobernantes ", dijo.

Sobre la cartilla, hizo hincapié en que el material contribuye a crear una nueva mentalidad en la sociedad.  "Este es un aspecto de nuestro trabajo, que es la formación de nuevas actitudes, a partir de los conocimientos que se generan teniendo en cuenta y valorando la experiencia negra en Brasil".

Para el secretario de Estado para los Derechos Humanos y Ciudadanía, Luiz Eduardo Oliva, el lanzamiento de la cartilla y el catálogo representa un momento importante para la política estatal de promoción de la igualdad racial y más particularmente a la Secretaría.  "Son políticas afirmativas que conducen a una mayor conciencia de la necesidad de la lucha permanente contra el racismo, la discriminación, avanzando siempre en la promoción de la igualdad racial", señaló.

La ialorixá Ligia Borges habló de la importancia del lanzamiento de esta cartilla y el catálogo.  "Este es un momento sin par, único en la historia de Sergipe.  Al desarrollar este material, pensamos en las escuelas y su aplicación entre los estudiantes, para detener los prejuicios desde el principio, para que la gente vea la contribución de la población africana al Brasil.

Con información de la Agencia de Noticias de Sergipe

martes, 17 de abril de 2012

Arocha: El Ecce Homo y el canal interoceánico


Escribo desde el plan de raspadura, a veinte minutos de Istmina, dentro del distrito minero del río San Juan.

Me acompaña Yasaira Sánchez, hija del pueblo y miembro del equipo que estudia la espiritualidad de la gente afrocolombiana y raizal. Para 2013, nos proponemos montar en el Museo Nacional de Colombia una exposición que además de enseñar hechos desconocidos acerca de la religiosidad de la gente de ascendencia africana, los compare con sus equivalentes afroperuanos.

Documentamos los ritos alrededor de un oleo colonial que representa al Ecce Homo. Según Rafael ‘Pica’, hacia 1802, la minera María de la Paz Salamandra se lo quiso comprar al esclavista payanés Juan José Mosquera por media libra de oro. Como él insistía en venderla por dos libras más, los esclavizados le pidieron que les dejara disponer de la ‘raspadura’ diaria, hasta completar la cantidad exigida. El primer milagro fue el de la abolición. Otro ocurrió en 1949 por el aguacero que le concedió a Heriberto Orejuela, a quien le urgía lavar un oro que le permitiera celebrarle a su hija Francisca el grado de maestra. Al suceso lo reconocen como el origen de la fiesta que, con el nombre de Cuasimodo, hoy se sigue celebrando una semana después del domingo de ‘Resucitó’. Al principio, los chocoanos componían la afluencia excepcional de peregrinos que vienen a pagarle al santo sus ‘mandas’. Hoy, también proliferan los ‘paisas’ del Valle, Risaralda, Caldas y Antioquia, quienes compiten con los locales por cargar las andas de nazarenos, vírgenes y santos que desfilan desde la semana santa.

Además de la vitela sagrada, esta es una región de médicos raiceros y de parteras. Recorren ‘montes bravos’ recogiendo yerbas y raíces para los baños que parte de la feligresía, pide para el Jueves Santo o para las botellas rezadas o ‘balsámicas’ que curan picaduras de culebra, impotencia, esterilidad y depresión, entre otras enfermedades. Pese a que estos servicios han convertido a Raspadura en epicentro de la medicina tradicional de matriz africana, no se asoman las generaciones de relevo porque la ortodoxia católica no ve con buenos ojos que estas curaciones refuercen a las que realiza el santo patrono.

Por si fuera poco, según Rogerio Velásquez, hacia 1788, el padre Gabriel Arratachagui inauguró el primer canal interoceánico del país. Conectaba la quebrada Raspadura, afluente del San Juan, con la de Perico, tributaria del Atrato. Fue necesario porque el gobierno colonial había prohibido el comercio por el río Citará, bautizado A-trato por la medida que buscaba frenar el contrabando de mercancías, cautivos y cautivas que a lo largo del siglo XVIII practicaban los ingleses. Por su parte, la de Martín Juancho era una de las pilas que alimentaba las exclusas de madera y cobre, además de servirles a los mineros artesanales del área. Canal y pilas podrían ser sitios de la memoria esclava, dentro de los respectivos inventarios que elabora Unesco. Sin embargo, hoy retroexcavadoras y potentes bombas de agua los reducen a montones de cascajo gris, rodeados de los pozos azules de aguas estancadas que reciben los venenos para separar el oro de la jagua. Ojalá la locomotora de la minería no llegue a requerir el traslado de la catedral en construcción que alberga la santa vitela.



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I write from Raspadura plan, twenty minutes of Istmina within the mining district of San Juan River.

I am with Yasaira Sanchez, daughter of the town and member of the team who studies Afro-Colombian and Raizal* people spirituality. For 2013, we plan to mount in Colombia's National Museum an exhibition that, besides teaching unknown facts about the religion of people of African descent, it compares them with their Afro-Peruvian equivalents.

We documented the rituals around a colonial oil representing the Ecce Homo. According to Rafael 'Pica', about 1802, the Our Lady of Peace Salamandra mining corp. wanted to buy it to the slave owner from Popayán Juan José Mosquera for half a pound of gold. As he insisted on selling it for two pounds, the enslaved asked him to let them have the daily 'raspadura' (scratch), to complete the required amount. The first miracle was the abolition. Another occurred in 1949 by the downpour that was granted to Heriberto Orejuela, who was urged to wash a gold amount that lets him celebrate the graduation of his daughter Francisca as teacher. The event is recognized as the origin of the feast, with the name of Quasimodo, today is still held one week after the Sunday of 'He revived'. Initially the Chocoanos integrated the exceptional influx of pilgrims who come to pay the saint their 'mandas' (demands). Today, also proliferate the 'paisas' from Valle del Cauca, Risaralda, Caldas and Antioquia, who compete with locals for loading the litter of Nazarenes, virgins and saints from those parade in the Holy Week.

Besides the sacred parchment, this is a region of doctors raiceros and midwives. They walk 'brave jungles' collecting herbs and roots for bathrooms that part of the parish assembly asks for Holy Thursday or for prayed bottles or 'balsamic' those cure snake bites, impotence, infertility and depression, among other diseases. Although these services have made Raspadura in epicenter of African traditional medicine, not overlook relay generations because the Catholic orthodoxy doesn't welcomed that these healings strengthen those performed by the patron saint.

What's more, according Rogerio Velásquez, near 1788, Father Gabriel Arratachagui opened the first inter-oceanic canal in the country. It connected the Raspadura creek, tributary of San Juan, with the Perico, tributary of the Atrato. It was necessary because the colonial government had banned trade through the Citará river, batized A-trato (no treatment) by the measure that sought to stop the smuggling of goods, men and women captives throughout the XVIIIth century by the British. For his part, Martin Juancho was a battery that powered the locks of wood and copper, besides serving artisanal miners in the area. Canal and batteries may be sites of slave memory, within the respective inventories made by Unesco. Today, however, backhoes and powerful water pumps reduce them to piles of gray rubble, surrounded by the blue stagnant water puddles receiving the poisons used to separate the gold from the jagua**. Hopefully the mining locomotive would not require the relocation of the cathedral under construction that houses the holy cloth.



lunes, 16 de abril de 2012

De perseguidos a tolerados por el régimen comunista


LA HABANA, abril 16 de 2012.— La religión Yoruba registra un auge desde finales del siglo XX. Tras la persecución religiosa contra los esclavos llevados de África a Cuba a finales del siglo XVIII e inicios del XIX y vendidos a colonizadores españoles católicos, a los practicantes de la Yoruba se les relegó porque algunos poderes cubanos de turno creyeron que eran personas dedicadas al mal.
“En aquellos tiempos, la religión daba perjuicios. Si yo era santero me tenían mal visto, como gente que no pensaba bien. Eso cerraba puertas entre personas”, explicó el santero cubano Ismael González Miranda. “Antes se creía que los santeros teníamos poca escolaridad, que no tiene nada que ver con nuestra creencia. Hoy puedo poner médicos, abogados, arquitectos, profesionales que creen en nuestra religión, tienen santo hecho y no son analfabetos”, añadió.
Millones de cubanos practican la religión Yoruba, con la tolerancia del régimen comunista, y muchos la combinan con el catolicismo y con otras religiones.
“No prohibimos ningún tipo de religión. Las personas pueden estar en otra religión e integrarse en esta”, explicó González.
Pocos católicos puros
“Uno ve en cualquier templo católico en Cuba que muchos de los que van son practicantes de nuestra religión que siguen yendo a iglesias católicas. Son fácilmente identificables. Casi el 90% de los que van a templos católicos son yorubas. Católicos puros en Cuba no creo que haya muchos”, adujo Antonio Castañeda, quien es el presidente de la Asociación Cultural Yoruba de Cuba.
Con el triunfo de la revolución en 1959, Cuba entró a choque de lo religioso con un régimen ateo.
Los yorubas fueron tolerados. En 1991, el Partido Comunista eliminó el requisito de ser ateo para poder ser uno de sus militantes.
El declive de las tensiones religiosas se aceleró en los últimos años: dirigentes comunistas se hicieron santeros, dos papas han visitado ya la isla —Juan Pablo II en 1998 y Benedicto XVI en 2012— y la televisión local transmite fiestas católicas.